Portugal é o último de 20 países no controlo da própria saúde

Apenas 44% dos portugueses sentem que têm controlo sobre a gestão da sua saúde, posicionando o país em último lugar no relatório STADA 2026.
Resultados do STADA Health Report 2026
O mais recente relatório STADA Health Report 2026 revela uma lacuna significativa na perceção de autonomia dos cidadãos portugueses face ao seu bem-estar. Segundo os dados recolhidos, apenas 44% da população em Portugal afirma ter capacidade de gerir e controlar os próprios processos de saúde.
Este indicador coloca o país na posição mais baixa de um grupo de 20 nações analisadas no estudo internacional. A métrica reflete a dificuldade dos indivíduos em influenciar diretamente as decisões e os resultados relacionados com as suas condições médicas e hábitos de vida.
Comparação Internacional e Contexto
A análise comparativa demonstra que a perceção de controlo sobre a saúde varia consideravelmente entre os Estados europeus e outros países integrados na amostra. Enquanto a maioria das nações estudadas apresenta índices de autogestão superiores, Portugal apresenta um défice de confiança no papel ativo do paciente.
Os principais pontos destacados pelo estudo incluem:
- A baixa percentagem de autogestão entre os residentes em território nacional;
- O posicionamento de Portugal no último lugar do ranking de 20 países;
- A discrepância entre a capacidade teórica de gestão e a perceção real dos cidadãos.
Impacto na Gestão de Saúde
A falta de perceção de controlo pode ter implicações diretas na adesão a tratamentos e na prevenção de doenças crónicas. Quando os cidadãos não se sentem protagonistas do seu processo de saúde, a eficácia das políticas de saúde pública e das intervenções individuais pode ser comprometida.
O relatório STADA serve como um indicador para decisores políticos e profissionais de saúde sobre a necessidade de promover maior literacia e empoderamento dos pacientes no sistema de saúde nacional.




